sábado, 26 de fevereiro de 2011





Minha testa tocava um corpo quente. Senti algo ainda mais quente por cima da minha barriga nua. Por alguma razão, aquilo fazia meu coração palpitar e arder febril dentro do meu corpo sonolento. Arrisquei abrir um dos olhos. Depois disso, encarei um corpo perto de mais do meu rosto. Havia me esquecido do que acontecera. E aquele lugar, e aquela pessoa, pareciam uma miragem. Pensei em fechar os olhos. Fechei, e me escondi dentro do escuro por trás das pálpebras. Depois de algum tempo no meu pequeno cativeiro, fui curiosa de mais para arriscar abrir os olhos e erguer a cabeça um pouco para o alto. E então eu vi seu rosto. Ele parecia estar dormindo, ou não, quem sabe. Mas parecia um anjo. Minha pele do rosto começou a esquentar. Seu braço por cima da minha barriga, me contornando, não permitia muito o meu movimento. Se me mexesse para escapar, eu iria acorda-lo. Então tentei escorregar para baixo, para o pé da cama. Mas quando o braço me forçou a ficar parada, me apertando um pouco, me congelei. Mas quando voltei a lhe fitar, quando o vi com um sorriso macio e quente no rosto, me deixei derreter, e então me lembrei porque estava ali.



Per amore hai mai fatto niente solo per amore
Hai sfidato il vento e urlato mai?
Diviso il cuore stesso pagato e riscommesso
Dietro questa mania che resta solo mia
“Por amor, você já fez alguma coisa apenas por amor?
Já desafiou o vento e gritou?
Dividiu o próprio coração, pagou e apostou várias vezes?
Dentro desta mania que afinal segue sendo só minha”



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