segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Draft - Heart Ties - Love letters...

-Onde está...? Eu juro que deixei aqui está manhã... Não pode ter sumido... - Arregalei olhos, tomando um forte impulso por dentro. - Essa não! Não, não, nããaaaaao!
Me virei para a porta, a abrindo com um baque. Passei pelo corredor quase voando, de forma que quase tropecei nos meus próprios pés e bati o rosto na banqueta que estava atrapalhando o caminho.
-Ei, onde vai, baka? - Escutei Kio na cozinha, do outro lado da sala.
Que bom... Ele ainda estava ali. Então, ainda não. Mas eu precisava recupera-la de volta!
-Eu já volto. É muito importante! - Eu disse, e bati a porta, saindo do apartamento.
O cheiro do ovo frito que Kio estava cozinhando me fazia querer voltar para comer um pedaço...
-Não! Eu preciso fazer isso! - Apertei freneticamente e repetidas vezes o botão do elevador. - Vaiiiiii.
Já lá em baixo, eu me concentrei em chegar na Kaioto.
-Eu não acredito que ele estava falando sério! Ah... que malvado! Eu vou matar aquele servo baka!!! - Meus pés andavam mais depressa quando eu me lembrava que estava com um pouco de raiva.
Eu o encontrei aonde eu imaginava: no jardim dos fundos. O som do violão divinamente tocado queria me acalmar, mas eu estava ocupada demais planeando quebrar cada osso do corpo daquela pessoa.
Eu pus a mão sobre seu ombro, chegando sorrateira por trás. Na mesma hora, ele parou de tocar o instrumento.
-Ah - Ele disse, sem se virar ainda, com um sorriso tranqüilo que me deixou irritada. - Você percebeu. Então procurou por ela.
-Kevin-sama! Me devolva! - Eu enfiei a mão em seu bolso do sobretudo vermelho, procurando desesperada por um pedaço de papel. - Onde está?! - Pulei sobre o ombro dele, procurando nos bolsos internos.
Ele pois o violão de lado, na gramado e me agarrou.
-Ame - Ele sorriu. - Agora não precisa mais esconder seus verdadeiros sentimentos.
-N-não... - Eu tentei fugir dele sem muita vontade. - Kevin-sama... - Minha raiva voltou. - Porque fez isso?! Ele irá me odiar pelo resto da eternidade!
Ele me sentou em seu colo com facilidade. Eu estava de braços cruzados, emburrada.
-Você não muda, realmente. - Sua mão alisou meu rosto e eu fiquei meio tonta.
-Não mudo...? - Eu tentei me concentrar novamente na minha raiva. - Sim! Quero dizer... onde está a carta?!
Ele chegou perto o suficiente para sussurrar:
-Travesseiro.
Demorei um pouco para absorver a mensagem.
-Você não fez isso. - Eu me mantive por alguns segundos.
Ele riu abafado, me apertando carinhosamente contra seu corpo.
-Kevin-sama! Me deixe - Eu tentei arrancar seus braços de minha volta. - Não posso deixar com que ele veja aquilo! P-por favor, Kevin... - Choraminguei.
-Eu sei que você quer que ele veja. Seu desejo é uma ordem, mestra. - Ele riu abafado de novo. - Não vou deixar você estragar algo que você tanto quer por causa de orgulho.
-Eu estava tão perto e... Me solta, Kevin! - Tentei escapar novamente, conseguindo escorregar por entre seus braços. - Não posso deixar isso acontecer. - Mostrei a língua para ele, já de pé.
Antes que ele pudesse se levantar e me prender de novo, sai correndo com toda vontade. Precisava recuperar aquela carta maldita! Seria o meu fim de o Kio lesse aquilo!
-Ame-chan,- Quando vi ele quase me alcançando, se divertindo com meu desespero.
Foi uma perseguição cansativa. Kevin era muito rápido. E muitas vezes eu tive que passar a perna nele e fazê-lo cair.
Em cima da hora, chegamos ao mesmo tempo no apartamento.
-Kio!! - Kevin me segurando na porta de entrada. - Kio, n-não...! - Arregalei os olhos.
Ele estava parado, encostado na parede com um papel na mão. Minha carta. Onde eu escrevi, desesperadamente, tudo o que eu realmente sentia por ele.
Kevin tentou segurar o riso, ainda me segurando firme para que eu não fugisse da cena.
Kio me olhou com os olhos ainda mais arregalados que eu para ele. Ele parecia confuso.
-Kevin-sama - Sussurrei. - Me solta, por favor.
Kevin estava ocupado de mais saboreando o clima pesado que se formava. Ele nem ouviu.
-Ame - Kio começou. - S-sobre isso...
Kevin finalmente me soltou e eu me arrastei para trás dele com um sorriso débil no rosto.
-Preciso... fugir. - Mas eu me encolhi ali e fechei os olhos, esperando que fosse um sonho.
(Não escrever a partir daqui, mas...)
-Ame - Kevin tinha se virado, pondo um cigarro na boca, satisfeito. - Está tudo bem agora.
-Você não é o Kevin que eu conheço. - Eu disse ironicamente, com um pouco de raiva. - O que eu faço?
-Isso é mais alguma das travessuras daqueles dois pirralhos??! - Escutei Kio reclamar. - Aff... Vou mata-los! Que saco!
Meu coração murchou. Graças a ignorância do Kio, eu estava a salvo.
Escutei um prazeroso som de um cigarro caindo.
Eu me virei para fitar o rosto de Kevin, que me olhava com certa pureza.
-Era pra você estár desapontado, decepcionado ou zangado! Que tipo de pessoa é você? - Mostrei a língua.
-Você gostaria que ele descobrisse, por isso eu fiz isso. Mas eu não queria. - Ele riu, passando a mão pálidas nos cabelos negros. - Ainda bem...! Rá, rá, rá, rá, rá...
-Por que, Kevin-sama? - Eu disse, ainda sarcástica, com a voz baixa.
-Porque - Ele se abaixou, passando a mão na minha cabeça. - Apenas não queria permitir isso. Você é muito nova para esse tipo de coisa.
-Kevin-sama... - Eu sorri débil de novo. - Você é uma pessoa má.
-Nani? - Ele sorriu sem vontade.

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